Colaboradora de Conteúdo: Carolina Ferriolli e a Psicologia do Emagrecimento

 Alimentacao

Qual a sua fonte de prazer?

De acordo com o dicionário Aurélio a definição de prazer é: contentamento, alegria, jovialidade, satisfação, deleite, delícia, boa vontade, agrado, distração, divertimento.

Segundo a Revista Super Interessante, o apetite é, antes de tudo, um instinto. Precisamos comer para sobreviver, assim como precisamos respirar, beber e dormir. É um instinto tão poderoso que pessoas esfomeadas não conseguem pensar em outra coisa senão em comida. Mas os seres humanos, ao longo de sua evolução, transformaram o ato de comer em algo muito mais significativo que a mera satisfação de uma necessidade. Comer é prazer. É uma das mais ricas experiências sensoriais que podemos ter. Comer é, também, um ato emocional. Traz conforto, tranquilidade e, às vezes, culpa. Influencia nosso humor e disposição. Para alguns, chega a ser uma experiência espiritual.

Visto que nossas células se renovam a cada dia, cada ato de se alimentar é o momento de escolher com quais matérias primas queremos que nosso corpo seja construído. Em nosso cérebro existe uma área denominada Centro de Recompensa e esta é inundada por hormônios como a dopamina toda vez que comemos e sentimos prazer nisso.

A maioria das pessoas pensa que é preciso escolher um time: o das que comem comidas gostosas e são felizes ou o das que se sacrificam para emagrecer. Mas será que isso é verdade? Não, não é. Tudo depende de quais são nossas fontes de prazer, se for apenas o prazer momentâneo do alimento seguido da culpa, você faz parte do primeiro grupo.

Porém, se a fonte de prazer está também em atingir objetivos de um corpo saudável e em forma, vestir uma roupa que não servia mais ou receber um elogio em relação ao seu corpo, parabéns, você faz parte do segundo grupo.

A boa notícia é que é possível migrar de um grupo para outro, para isso é preciso ter metas, persistência e foco, além de mudar as fontes de prazer, que são várias e pessoais. Além disso, uma vez alterado os estímulos prazerosos, as chances destes se tornarem parte da vida e substituírem os antigos são grandes. E você, quais são suas fontes de prazer?

Carolina Ferriolli, 27 anos, psicóloga formada em Ribeirão Preto, com experiência em atendimento a crianças, adolescentes e adultos com demandas nas áreas escolar, familiar, casal, orientação profissional, transtornos alimentares, auxílio no processo de emagrecimento e autora do blog www.pensefit.com.br.

Colaboradora de Conteúdo: Carolina Ferriolli e a Psicologia do Emagrecimento

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A alimentação definitivamente não se limita apenas a fatores físicos, ela sofre muita influência das emoções. Desde bebês, o alimento possui também valor emocional e afetivo. Além disso, vivemos em uma cultura que gira em torno da alimentação, uma vez que comemorações, encontros com amigos e familiares sempre envolvem comida.

O modo de comer é uma escolha, que costuma ser baseada no estilo de vida. As pessoas que tentam mudar seus hábitos considerando apenas valores nutricionais e quantidade de calorias acabam caindo em uma armadilha, pois não consideram os aspectos emocionais associados ao ato de comer.

            Do ponto de vista saudável, o ideal é que haja equilíbrio entre as influências físicas e emocionais no que diz respeito à alimentação. Torna-se um problema quando os fatores emocionais passam a ter maior influência na alimentação, virando descontrole.

  • Perceba se você come quando tem fome/a cada três horas para manter seu metabolismo acelerado ou se come quando está triste, feliz, ansioso, preocupado, estressado…
  • Você sente uma enorme vontade de comer, mesmo sem estar com fome e após comer sente remorso?
  • Reflita sobre o que a comida está substituindo em sua vida, amor, amizade, insatisfação profissional, falta de objetivos?
  • Como anda sua autoestima? Ela tem influenciado em sua alimentação de forma positiva ou negativa?
  • Você é uma pessoa que espera “ser emagrecida” ou que “emagrece”?

Entenda que, o primeiro passo para a mudança é o autoconhecimento e a percepção de si mesmo, após isso as mudanças devem ser graduais, os objetivos conhecidos e as metas colocadas em prática. Conheça suas emoções e saiba lidar com elas de maneira equilibrada e saudável.

Carolina Ferriolli, 27 anos, psicóloga formada em Ribeirão Preto, com experiência em atendimento a crianças, adolescentes e adultos com demandas nas áreas escolar, familiar, casal, orientação profissional, transtornos alimentares, auxílio no processo de emagrecimento e autora do blog www.pensefit.com.br.

 

Colaboradora de Conteúdo: Carolina Ferriolli e a Psicologia do Emagrecimento

Comer-rapido

Você come rápido demais? Lendo e-mails ou em frente à televisão? Alimenta-se fazendo outra coisa e quando vê já acabou de comer sem perceber? Come o primeiro prato, não fica satisfeito e logo devora o segundo?

Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas pode estar desconectado com os sinais básicos do corpo como fome e saciedade. Nosso corpo se comunica conosco o tempo todo, quando nosso estômago ronca ou a cabeça dói, porém, muitas vezes não damos atenção a isso ou pior, nem percebemos.

Pesquisas revelam que comer devagar e prestando atenção ao que está fazendo pode ajudar quem está em processo de emagrecimento ou manutenção do peso. Além disso, colabora para que alimentos mais saudáveis sejam escolhidos.

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O Mindful eating (comer consciente), é uma técnica que visa o conceito de estar plenamente consciente do que está acontecendo dentro de cada um e ao seu redor. Aplicada ao comer, a atenção plena permite perceber cores, cheiros, texturas… E com isso perceber também a influência das emoções como ansiedade, tristeza, frustração e
alegria na alimentação. Segundo a teoria, comer enquanto fazemos outra coisa pode retardar ou até parar o
processo digestivo, além disso, como já é sabido, leva um tempo para o cérebro perceber que estamos satisfeitos e quando fazemos outra coisa não prestamos atenção nisso e acabamos comendo mais.

Algumas dicas podem ajudar:

 Caso seja muito difícil para você mudar seu padrão de alimentação, comece aos poucos fazendo uma alimentação consciente por dia em um horário que seja mais tranquilo para você.
 Defina um tempo para comer e respeite esse tempo.
 Dê pequenas mordidas e mastigue bem.
 Antes de comer pense se você está com fome ou se a fome é emocional.
 Tente comer com a mão não dominante para comer mais devagar e prestando mais atenção.
 Não espere estar faminto para comer, ao mesmo tempo, não fique um dia todo sem comer caso não sinta fome.
 Escolha alimentos que satisfaçam seu corpo e sua mente.
 Aprecie as refeições, o ambiente e a companhia, vivendo aquele momento.
 Ao terminar sua refeição, levante-se e saia da mesa para não cair em tentação e comer mais do que seu corpo precisa.

Carolina Ferriolli, 27 anos, psicóloga formada em Ribeirão Preto, com experiência em atendimento a crianças, adolescentes e adultos com demandas nas áreas escolar, familiar, casal, orientação profissional, transtornos alimentares, auxílio no processo de emagrecimento e autora do blog www.pensefit.com.br.

Colaboradora de Conteúdo: Carolina Ferriolli e a Psicologia do Emagrecimento

emagreça pensando

Se alimentar é uma necessidade fisiológica, porém, vai muito além disso, pois é também uma necessidade social e psicológica. A primeira porque comemos para festejar, comemorar, encontrar amigos… A segunda porque nos alimentamos por prazer, quando estamos felizes, tristes, angustiados, ansiosos…

Pensemos em um bebê que chora. Qual é a primeira coisa que pensamos? Que ele está com fome e damos o peito ou a mamadeira, porém, existem inúmeros outros fatores pelos quais a criança pode chorar como dor, frio, calor e sono. Assim, aprendemos desde cedo que o alimento é uma das grandes estratégias para aplacar sensações desagradáveis e frustrações.

Com o tempo, o adolescente ou adulto pode continuar vivendo em função da equação comida = prazer/bem estar e toda vez que sentir medo, angústia, alegria, tristeza ou solidão come. Com isso, o alimento passa a ter função afetiva, substituindo algo como amor, afeto, carinho, como se fosse uma muleta.

Sendo assim, o processo de emagrecimento não envolve apenas o controle ou reeducação alimentar e a prática de atividade física, mas também o autoconhecimento, autocontrole, controle dos impulsos e das emoções. É aí que entra a psicoterapia! O trabalho consiste em sessões semanais com um psicólogo que auxiliará o paciente a entender seu mecanismo fome/comer, eliminar gatilhos que fazem a pessoa comer pela emoção, tornar consciente padrões de comportamentos, além de compreender o papel da comida na vida da pessoa e, em alguns casos, porque há o sabotamento inconsciente da dieta.

Carolina Ferriolli, 27 anos, psicóloga formada em Ribeirão Preto, com experiência em atendimento a crianças, adolescentes e adultos com demandas nas áreas escolar, familiar, casal, orientação profissional, transtornos alimentares, auxílio no processo de emagrecimento e autora do blog www.pensefit.com.br.