10 perguntas que os vegetarianos mais ouvem por Veg Ribeirão

Bem Estar

slow-food

Eu tenho admirado cada vez mais a filosofia de vida dos vegetarianos depois que passei a me alimentar 3 vezes na semana no restaurante vegetariano Naturalíssimo. Quem me acompanha no Instagram {@blogcaroladuarte} sabe que eu tenho ficado muito satisfeita me alimentando de verduras e legumes orgânicos e de muita proteína de soja. Alimentação que sacia e que te faz muito bem. Claro que eu ainda estou bemmmm longe de me tornar vegetariana, mas tenho conseguido tirar um pouco do excesso de alimentos de origem animal.

O restaurante vegetariano Naturalíssimo é um dos pontos de distribuição da revista Veg Ribeirão, destinada aos adeptos da alimentação vegetariana e vegana. Como encontro muitos artigos bacanas nessa revista, vou começar a postar aqui para quem não tem oportunidade de ler a revista. A Veg Ribeirão tem site {www.vegribeirao.com} e fan page no Facebook {aqui}.

O primeiro artigo que eu vou trazer para vocês foi escrito na Veg Ribeirão da edição de Julho/Agosto pela bióloga, mestre em Zoologia e ativista da ong Veddas/RP, Jully Iguchi e traz as 10 perguntas que os vegetarianos mais ouvem. Achei muito bacana porque respondeu muitas dúvidas que eu mesma tinha.

Espero que vocês gostem…aliás tudo o que é relacionado a alimentação saudável, ao #projetosemmedodobiquini está na tag BEM ESTAR.

 

1. E as proteínas?

As proteínas são formadas por aminoácidos e existem aminoácidos que nosso corpo produz e outros que só conseguimos por meio dos alimentos, os chamados essenciais. Os aminoácidos essenciais estão presentes nas plantas (e fungos), então conseguimos sintetizar todas as proteínas que nosso corpo precisa com a dieta vegetariana. Boas opções de proteínas são: cogumelos, leguminosas (grãos) e oleaginosas (castanhas e sementes).

2. Mas nem peixe?

Nem peixe. Peixes são animais que, assim como nossos cães e gatos, são sencientes, o que significa que sentem medo, dor, alegria e outras sensações. A base do vegetarianismo é não alimentar-se de animais, por respeito a seres sencientes, então não comemos camarão, ostra, lagosta…e em peixe!

3. Mas a carne é rica em ferro, você não vai ficar anêmico?

A carne é fonte de ferro, mas outros alimentos também o são. É o caso das leguminosas, vegetais verde-escuro e oleaginosas. O consumo desses alimentos, combinado com uma fonte de vitamina C (frutas e sucos frescos), aumenta a absorção do ferro. Além disso, como os vegetarianos não consomem lacticínios, que prejudicam a absorção de ferro, a chance de termos anemia ferropriva é menor.

4. Sem o leite você não vai ficar com os ossos fracos?

Os lacticínios não são a única fonte de cálcio. Os alimentos acima citados, ricos em ferro, também são ricos em cálcio. A absorção desse mineral pelos ossos depende também do potássio e das vitaminas K e D. A vitamina D nós produzimos quando tomamos sol por 15 minutos por dia (em horários de menor índice de raios UV). Já o potássio e a vitamina K são abundantes nos vegetais. Em contrapartida, alguns nutrientes podem ser prejudiciais à absorção do cálcio. É o caso do sódio, fósforo e o elevado consumo de proteínas, que são abundantes em produtos de origem animal. Assim, o consumo de laticínios não garante ossos saudáveis e há indícios de que, em países com elevada ingestão dos mesmos, ocorrem mais casos de osteoporose. Dessa forma, a dieta vegetariana pode beneficiar mais a saúde dos ossos do que uma dieta onívora ou ovo-lacto-vegetariana.

5. E como fará se tiver filhos?

A alimentação de qualquer criança reflete a alimentação de seus pais. Uma dieta planejada e com orientação nutricional, principalmente durante a gestação (com suplementação de ácido fólico, vitamina B12 e ômega 3), é saudável para qualquer pessoa. Assim, tanto para gestantes quanto durante a infância, a dieta vegetariana é adequada.

6. Você não come nada?

Quando ouço essa pergunta, costumo perguntar pra pessoa o que ela come normalmente, nas principais refeições. A resposta, em geral, é essa: arroz, feijão, carne, salada e legumes. Então eu digo: se você tirar a carne (e outros derivados animais), não sobra um monte de coisa ainda? Pois é, a gente come tudo isso.

7. E fora de casa, o que você come?

Alimentar-se fora de casa pode ser um desafio, pois, de forma geral, as pessoas não estão habituadas a pensar em alternativas aos produtos de origem animal. Mas conforme você se familiariza com a dieta, descobre que existem diversos restaurantes vegetarianos ou que oferecem algumas opções no cardápio. Em Ribeirão Preto, a crescente demanda por produtos e serviços para esse tipo de público tem despertado a atenção de lojas e restaurantes {eu, Carola, indico o Mundo Verde Presidente Vargas e o Naturalíssimo}, que tem investido nesse público e facilitado, cada vez mais, a vida social dos vegetarianos.

8. Mas não é anti-natural?

O que é natural realmente? Quanto do que fazemos é natural? Vivemos em casas, usamos a internet, temos energia elétrica, compramos industrializados não fabricamos nossas próprias roupas..E, seu eu quisesse continuar, a lista seria infinita! Além disso, quando falamos em veganismo, falamos em uma ideologia baseada em preceitos morais. E sabemos que a moralidade não é estática, avançamos nela conforme adquirimos conhecimento. Dessa forma deu-se o fim da escravidão, o direito feminino ao voto e os direitos civis. Neste momento ainda temos muito a lutar contra vários tipos de opressões sociais, mas a opressão aos animais não-humanos também exige de nós um posicionamento ético e isso deve estar acima de qualquer justificativa sobre naturalidade ou prazer individual.

9. E a B12?

A B12 é a única vitamina que não pode ser obtida com a alimentação vegetariana. Isso porque é produzida por bactérias, que estão presentes no ambiente. Os animais, de modo geral, comem as bactérias e ingerem a vitamina. A B12 é muito importante para o bom funcionamento do nosso sistema nervoso. É de extrema importância pedir a taxação dela em exames de sangue, pois, apesar de cerca de 50% dos vegetarianos apresentarem deficiência, 40% dos onívoros também estão deficientes. Para obter a B12, devemos suplementar por meio de injeções intramusculares ou via oral (comprimidos ou alimentos enriquecidos).

10. Você não vai ficar doente?

Sim, nós vamos ficar doentes, assim como qualquer pessoa normal. Teremos gripes, resfriados, dores de cabeça e muitos outros problemas comuns. Mas muitas doenças comuns e mortes precoces acometem mais os onívoros do que o vegetarianos.  Os onívoros têm mais chances de desenvolver câncer, diabetes tipo 1, colesterol alto, sofrer um infarto…Além disso, vegetarianos tendem a comer muito mais alimentos ricos em antioxidantes, o que nos faz aparentar sermos mais novos e sermos mais longevos.

Fonte: Revista Veg Ribeirão.

 

Culinária Vegana: Moqueca de Pupunha

Sem categoria

Quem me acompanha no Instagram {@blogcaroladuarte} já percebeu que eu tenho cada vez mais buscando uma alimentação saudável e isso também tem a ver com o consumo de proteína animal. Depois que eu descobri o Naturalíssimo, cozinha vegetariana, eu tenho percebido que isso é cada vez mais possível. Sim, minha gente, existe vida sem carne de qualquer espécie.

Hoje eu trago uma receita deliciosa e que eu vou testar em casa no final de semana: Moqueca de Pupunha. A receita é da revista VegRibeirão.

Foto: Casa e Jardim

Foto: Casa e Jardim

Moqueca de Pupunha

Ingredientes:

300 g de pupunha in natura
Suco de 1 limão
3 dentes de alho picados
2 tomates bem maduros em rodelas de 0,5 cm
1 pimentão verde pequeno em rodelas de 0,5 cm
1 pimentão amarelo pequeno em rodelas de 0,5 cm
1 pimentão vermelho pequeno em rodelas de 0,5 cm
2 cebolas pequenas em rodelas de 0,5 cm
300 ml de leite de coco
Azeite de dendê a gosto
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
Coentro, salsinha e cebolinha a gosto

Modo de Preparo:

Afervente a pupunha por 20 minutos. Este processo retira o amargor. Corte a pupunha em rodelas de 0,5 cm e deixe marinar no alho, suco de limão e sal por uns 15, 20 minutos. A moqueca baiana é montada em camadas. Em uma panela de barro grande ou uma panela alta, faça uma cama de legumes (alternando entre os pimentões, o tomate e a cebola). Tempere com um pouco de sal, coentro, cebolinha e salsinha e faça uma camada de pupunha. Repita o processo até acabar com os ingredientes. Coloque o leite de coco e o azeite de dendê na panela. Leve ao fogo alto, até começar a ferver, depois deixe cozinhar em fogo médio-baixo até todos os legumes e a pupunha ficarem macios (cerca de 20 a 30 minutos). Finalize com mais salsinha, cebolinha e coentro e sirva em seguida, bem quente.

O Naturalíssimo – Cozinha Vegetariana fica na rua Dr. João Gomes da Rocha, 711 no Jardim Irajá. Tem fan page {AQUI} e eles informam o cardápio todos os dias.

1960966_1479864402228340_1526477527_o

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Carola no Instagram

Nenhuma foto encontrada no momento...